Blog Alex Ferraz Comenta Jornalismo Crítico

sábado, 19 de agosto de 2017

Mais uma do ministro


Gilmar Mendes volta às manchetes

O ministro do STF Gilmar Mendes, que também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) volta a protagonizar atitudes curiosas: mandou soltar o mega empresário de ônibus Jacob Barata Filho, capo de tutti capo do setor no Rio de Janeiro, e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor) Lélis Teixeira.
Os dois estavam presos desde o começo de junho, em função de um desdobramento da Operação Lava Jato. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção no setor de transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$ 260 milhões em propina.


Pequenos detalhes: o ministro do STF teve a atuação no caso questionada pelo MPF-RJ, que alega que o ministro foi padrinho de casamento da filha do empresário. Diz ainda que um advogado de Gilmar Mendes também é advogado de Barata Filho.
Os procuradores alegam ainda que Jacob Barata Filho é sócio do cunhado de Gilmar Mendes em uma empresa de ônibus, e que a mulher do ministro trabalha no escritório de advocacia que atua no processo que envolve os empresários. Nada  a comentar...

Lava Jato esmorece



Operação entrou na UTI?

Como dizia minha saudosa mãe, estou com um pressentimento. A impressão é que a Operação Lava Jato está encolhendo, cedendo aos ataques dos políticos e mesmo de juízes, inclusive da alta corte.
Afinal, que país é esse onde grandes empresários, políticos de vulto e até ex-presidentes podem ser questionados pela Justiça? Um absurdo! Pois sim...

Isso já é sadismo!


Governo massacra trabalhadores

Enquanto o Congresso, eivado de figuras que nada mais fazem do que defender seus cargos, privilégios e contas bancárias, custa ao País a bagatela de R$ 28 milhões POR DIA, o governo resolveu, num ato que beira o sadismo, cortar míseros R$ 10 do salário mínimo que entrará em vigor em janeiro próximo, baixando o valor  de R$ 979 para R$ 969.
Bem, a verdade é que dez reais a mais, dez reais a menos, no bojo de um mínimo que por si só é uma piada de mau gosto (que o diga aquele juiz do Mato Grosso que recebeu R$ 530 em julho), pouca diferença faz. Mas, simbolicamente, a atitude é desgraçadamente escrota, com o perdão da palavra. Mostra claramente que os privilegiados da política e do poder zombam dos trabalhadores. Um absurdo!

Um retrato do Brasil


É legal, mas também é imoral!

A notícia, no site da ISTOÉ: “O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, titular da 6ª Vara de Sinop (MT), cidade a 477 quilômetros de Cuiabá, recebeu em julho mais de meio milhão de reais, precisamente R$ 503.928,79. A revelação foi feita pela ‘Coluna do Estadão’. O magistrado disse que ‘não está nem aí’ com a polêmica em torno de seu contracheque e que o pagamento ‘é justo, dentro da lei’.
Em valores líquidos, o contracheque do magistrado ficou em R$ 415.693,02. O dinheiro caiu na conta de Mirko no dia 20 de julho, data de seu aniversário de 47 anos. ‘Foi um belo presente, uma coincidência’, declarou o magistrado ao jornal O Globo.

Os dados constam no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ‘Coluna do Estadão’ destaca que o rendimento inclui remuneração de R$ 300.200,27; indenização de R$ 137.522,61, mais R$ 40.342,96 a título de ‘vantagens eventuais’ e R$ 25.779 em gratificações.”

Pois é. Ninguém mais que um juiz pode saber o que é legal. Mas também deveria ser um juiz a pessoa que soubesse exatamente a situação d GRANDE MAIORIA da população brasileira, hoje, e evitar, pelo menos, debochar de forma tão acintosa com essas declarações em gírias.
Mas o juiz em pauta não é o único na sua área, e tampouco o único entre autoridades e poderes deste País que desdenha, de forma surreal, do enorme fosso existente entre os privilegiados que vivem às custas dos impostos que TODOS pagam e aqueles que se locupletam.
Por exemplo, surgiu a denúncia de que a mulher que cuida das roupas e do vestir da primeira dama do País, a mulher do presidente Temer, ”furou” a fila e conseguiu um apartamento funcional em Brasília. Imagina-se quantos mais privilégios ela deve ter...
No noticiário diário na TV, vemos a todo momentos faustosos jantares e almoços, onde se discute (sic) “o futuro da economia do País”. Os cartões de crédito corporativos locupletam funcionários e membros graduados do governo. Com eles, compra-se tudo e se consegue até dinheiro vivo. Dezenas de milhões mensais. E a maioria dos gastos em segredo, “por segurança nacional.”
Os deputados, senadores e vereadores abarrotam suas contas e querem sugar ainda mais, agora, com a “reforma” política, criando um fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar companhas. Aliás, por falar em campanha, já se estabeleceu que a presidencial, em 2018, custará R$ 160 milhões no primeiro turno, e mais R$ 70 milhões em eventual segundo turno.]
Não é de agora esse festival de rapinagem nos cofres públicos. Vem de vários governos, inclusive passando pelos dois mandatos de Lula e o primeiro e efêmero segundo mandato de Dilma. Com Temer, a situação só faz escancarar cada vez mais, com declarações de um cinismo que ofende nossa inteligência, mas que a grande mídia, inclusive grandes redes de TV, ignora na sua profundidade e trata com assuntos “formais”, sempre reproduzindo, como papagaios, as “declarações oficiais”.

Onde se respeita o cidadão


Na Suécia, um dos melhores níveis de vida do mundo.

Vejamos agora, conforme publicação do site “Falando Verdades”, como se comporta o Judiciário na Suécia, um dos países mais civilizados do mundo, onde há uma carga tributária gigantesca, mas TODOS têm direito à segurança, saúde, educação e transporte. Um outro mundo, o oposto desta selva em que vivemos:
“Viagens de avião pagas a ministros do STF, com dinheiro público, mesmo quando eles estão de férias. Carros oficiais com motorista para juízes, desembargadores, e também procuradores e promotores. Banheiras de hidromassagem instaladas em apartamentos funcionais da Corte suprema. À elite da magistratura, tudo: auxílio-alimentação, auxílio-saúde, auxílio-transporte, auxílio-pré-escolar, auxílio-moradia, abono de permanência, gratificação de Natal e mais uma sequência de gratificações extras, a exemplo do adicional de insalubridade e da indenização de férias (que aliás, para juízes, são de 60 dias anuais). Extravagâncias que se reproduzem em efeito cascata pelas diferentes instâncias do Judiciário e do Ministério Público, à medida em que uma categoria corre atrás de benefícios que a outra já conquistou a fim de driblar o teto constitucional e assim esticar os vencimentos.
Mais prudente, no entanto, seria resgatar a fundamental noção da importância do respeito público de uma sociedade por seu Poder Judiciário.
Qualquer democracia consequente sabe dos perigos que o descrédito da justiça acarreta – e por isso os evita.

Tome-se por exemplo a Suécia.


País civilizadíssimo, onde todos têm vez
Em nenhuma instância do Judiciário sueco, magistrados têm direito a carro oficial e motorista pago com o dinheiro do contribuinte. Sem auxílio-aluguel e nem apartamento funcional, todos pagam do próprio bolso por seus custos de moradia.
Para viver em um país que tem um dos mais altos impostos do mundo, e um dos custos de vida mais elevados do planeta, os juízes suecos têm salários que variam entre 50 e 100 mil coroas suecas – o equivalente a cerca de R$ 16,5 mil e R$ 33 mil, respectivamente.
Para ficar no exemplo dos vencimentos máximos de um magistrado sueco: descontados os impostos, um juiz da Suprema Corte da Suécia, que tem um salário de 100 mil coroas, recebe em valores líquidos o equivalente a cerca de R$ 18,2 mil por mês.
No Brasil, um juiz federal recebe salário de 25,2 mil, e os ministros do STF – que ganham atualmente 29,4 mil – aprovaram proposta para aumentar os próprios salários para 35,9 mil. Isso sem contabilizar os diferentes benefícios e gratificações extras disponíveis para as diferentes categorias do Judiciário: no tribunal do Rio de Janeiro – por exemplo-, entre proventos e benefícios, há juízes recebendo 150 mil mensais.Na Suécia, não se oferece qualquer tipo de benefício extra a magistrados. Auxílios de todo tipo, abonos, prêmios e verbas de representação não existem para juízes suecos. Nenhum magistrado tem direito a plano de saúde privado. E todos sabem que um juiz, por dever moral, não aceita presentes ou convites para viagens, jantares e passeios de jatinho.
Também não há Excelências entre os magistrados suecos. Assim me lembra Göran Lambertz, juiz do Supremo Tribunal da Suécia, quando pergunto a ele sobre suas impressões acerca dos recentes benefícios reivindicados pela Corte brasileira.
‘Claudia, mais uma vez peço a você que me chame de Göran. Estamos na Suécia’, ele diz, quando o chamo mais uma vez de ‘Sr. Lambertz’. E prossegue:
‘É realmente inacreditável saber que juízes se empenham na busca de tais privilégios. Nós, juízes, somos pagos com o dinheiro dos impostos do contribuinte, e temos que ser responsáveis. Juízes devem ser elementos exemplares em uma sociedade, porque é deles que depende a ordem em um país. E é particularmente importante que não sejam gananciosos.’
Na concepção do sueco, buscar benefícios como auxílio-moradia é uma atitude ‘terrível e perigosa’, pois faz com que o cidadão perca o respeito por seus juízes. Com graves consequências para toda a sociedade:
‘O Judiciário de um país deve ter o respeito inabalável dos cidadãos’, alerta Lambertz. ‘Porque uma das consequências da perda de respeito do cidadão pelos juízes, é que as pessoas também acabam perdendo o respeito pela lei.’
Göran Lambertz faz o que diz: todos os dias, pega a bicicleta e pedala até a estação ferroviária da cidade de Uppsala, a cerca de 70 quilômetros da capital. De lá, toma o trem para o trabalho na Suprema Corte sueca.
A casa do juiz, que já tive a oportunidade de conhecer, é confortável, mas surpreendentemente modesta. Na ocasião, enquanto Göran fazia o café na cozinha, perguntei se ele tinha direito a benefícios como auxílio-alimentação. A resposta foi cortante:
‘Não almoço às custas do dinheiro do contribuinte’.
De lá, seguimos – ele de bicicleta e trem, eu de carro – para seu pequeno gabinete na Suprema Corte da Suécia. Não há secretária na porta, nem assistentes particulares. Os 16 integrantes da Corte dividem entre si uma equipe de cerca de 30 assistentes jurídicos, e 13 auxiliares administrativos.
‘Luxo pago com o dinheiro do contribuinte é imoral e antiético’, me disse na época o magistrado sueco, em reportagem que foi exibida na TV Bandeirantes.
Leio agora, na imprensa brasileira, que um magistrado rejeitou o recebimento do recém-aprovado auxílio-moradia. O juiz Celso Fernando Karsburg, de Santa Cruz do Sul (RS), abriu mão do benefício por considerá-lo ”imoral, indecente e antiético”.
Um exemplo bem-vindo da moral de Lambertz.”

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Desencontro na Fonte


Governador vai à China e Lula vem aqui

Um desencontro que pode ser político, suponho: Lula anunciou o início da sua peregrinação nordestina por Salvador, com comício na Arena Fone Nova, nesta quinta, dia 17, às 18 horas. Porém, nesta mesma quinta, segundo noticia a coluna Raio Laser, da Tribuna da Bahia, o governador Rui Costa estará embarcando para a China. Portanto, não estará no palanque do candidato Lula. Isso aí...

Imoralidade absurda!


Eles são os mesmos. E ponto final!

Que reforma política, coisa nenhuma! São raposas tomando conta de galinheiro ou vampiros guardando bancos de sangue.

Os parlamentares, em Brasília, a maioria deles com problemas na Justiça, estão fazendo uma “reforma” política. Um dos itens é incluir um fundo, que eles denominam, cinicamente, de “Defesa da Democracia”, através do qual seriam destinados R$ 3,6 bilhões, do dinheiro público, para financiar campanhas. Ah, me batam um abacate!

O cinismo da politicagem


Como economizar assim?

Papo furado esse discurso do governo Temer para “reduzir despesas”. Sim, porque enquanto fala em aumento de impostos e outras cargas para o cidadão comum, parlamentares e juízes (no Mato Grosso, por exemplo, o escândalo recente de magistrados que receberam até R$ 500 mil em julho!!) seguem gastando fortunas dos cofres públicos. Bilhões de reais. E não admitem qualquer corte.

São os mesmos que fizeram Temer de refém – posto que o presidente está no fio da navalha, com novas denúncias que virão – e, em vez de agir por conta da indignação popular, apenas usam seu poder de voto para exigir mais e mais verbas, mais e mais cargos. Não há a mínima seriedade em Brasília (e filiais).

Tem que mudar tudo. Nas próximas eleições, o melhor seria a abstenção e o voto NULO. E não acreditem nos novos “salvadores da pátria” que estão surgindo. Enganação pura, podem crer!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Ministro encrenqueiro


Mendes virou o algoz... Da Justiça!

Adotando posições escandalosamente contrárias ao que seria de esperar de um alto membro do Judiciário brasileiro, o ministro do STF Gilmar Mendes,
que também é presidente do TSE, segue atacando colegas e procuradores, em clara defesa de determinados grupos políticos, inclusive em reuniões noturnas no Palácio do Jaburu, com o suspeito presidente Temer.
Trata-se de uma situação, no mínimo, constrangedora, mas que é a cara do Brasil.

Violência no Brasil (I)


Caos toma conta do País, 
mas leis não mudam.


Tragicômico: Suzane Suzane von Richthofen, condenada a mais de 30 anos de prisão há cerca de 14 anos, quando planejou e comandou o assassinato dos seus pais, estava livre, leve e solta no fim de semana passado.
Ela, que agora já tem autorização para trabalhar fora (não tendo cumprido sequer metade da leve pena (nos EUA, por exemplo, seria condenada à morte ou prisão perpétua), foi liberada para, pasmem, passar em casa o Dia dos Pais!
Este é o retrato do Brasil, cujas leis são uma bênção para os criminosos, o que, claro, resultado no festival de assaltos e assassinatos que toma conta do território nacional.
Bem, a propósito de Suzane, gostaria de citar aqui uma frase atribuída a Abraham Lincoln: “Ele me lembra aquele sujeito que, condenado por matar os pais, pediu clemência alegando ser órfão.”

Violência no Brasil (II)


Do quê os políticos têm medo?

Nossos parlamentares são extremamente ágeis quando se trata de legislar em causa própria, inclusive para proteger aqueles mandatários que lhes oferecem dinheiro e cargos a partir dos quais podem roubar ainda mais.
Todavia, são lesmas quando se trata de modernizar o Código Penal e tornar as leis rígidas e sérias em relação à criminalidade desenfreada.
Por que? Bem, dizem as más línguas que é porque eles, os parlamentares, temem ser enquadrados, já que o limite das suas ações em relação às dos criminosos “comuns” é tênue, quase inexistente.

Reflexos do autoritarismo


E tudo de espelha na arrogância

Em Salvador, a Guarda Municipal segue espancando covardemente vendedores ambulantes indefesos, com requintes de tortura.
E alguns agentes da Transalvador respondem com palavrões àqueles que os consultam.
Seria um reflexo com autoritarismo inerente ao comando maior municipal?