Blog Alex Ferraz Comenta Jornalismo Crítico

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Brasília, tremei!


Palocci condenado a 12 anos é barril de pólvora...

O ex-ministro Palocci, arquivo vivo de tremendas falcatruas da era petista, que envolvem também bancos privados, acaba de ser condenado a 12 anos de cadeia.
É tido como certo que ele vai abrir a boca.
Pelo visto, em breve Temer vai ter um alívio, pelo menos na mídia, pois,pelo que se diz, a delação de Palocci, em relação ao PT, será mesmo uma coisa do fim do mundo. Nossa!

Ser ou não ser...


Câmara vive dúvida atroz

Com a popularidade de Temer em 7%, índice mais baixo desde a era Sarney, a Câmara Federal deverá, nos próximos dias, decidir se dá continuidade ou não às denúncias contra Temer que serão apresentadas de hoje para amanhã.
De um lado, a bancada governista tem sido massacrada com solicitações do governo para que, claro, rejeite o processo. Porém, de outro, os políticos da base estão, sim, preocupados com a repercussão na opinião pública e as conseqüências disso nas eleições de 2018. Dúvida atroz!

Bomba junina


A população brasileira ainda não entendeu

A maioria dos brasileiros que insistem em viver neste País como se estivessem em uma nação civilizada ainda não se convenceu de que não podemos nos dar ao “luxo” de ter caixas eletrônicos, assistência médica pública nem segurança. Não podemos frequentar praças e nem mesmo restaurantes chiques, muito menos barzinhos.
E muito menos de enfrentar estradas, mesmo engarrafadas, ou por isso mesmo. Vejam o que aconteceu na BR-101, na Bahia, dia 25 último, quando milhares de veículos se engarrafavam num trecho da estrada: bandidos com correntes, pedras e facas fizeram uma baita arrastão, inclusive quebrando para-brisas de carro. É o fim, senhores, creiam!

Não é novidade


Crises são eternas neste país

No programa humorístico Escolinha do Professore Raimundo, piadas denunciam a violência brutal nas ruas do Brasil, inclusive cada vez mais praticada por adolescentes e crianças, além da crise financeira.
Amigos, estou falando de uma edição do programa datada de 1993, e não da tal Nova Escolinha. Pois é...

Enquanto isso na China...


Por que ferrovia não vinga no Brasil?

É de matar de inveja ver 
as ferrovias e os trens na China, em documentário feito ano passado, onde se informa ainda que o país pretende investir a bagatela de 300 BILHÕES de dólares em novas ferrovias e trens nos próximos QUATRO anos.

No Brasil, 
cada vez menos ferrovias, tanto para cargas como para passageiros. E as iniciativas lançadas nos último 13 anos estancaram
 por “falta de dinheiro”. Hum!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

E o voto obrigatório?


Ninguém toca no assunto...

Os programas políticos obrigatórios de partidos em redes de rádio e TV mostram claramente que todos, sem exceção, estão preocupadíssimos com a desastrosa (porém justíssima) imagem dos parlamentares e da maioria dos governantes diante dos explícitos escândalos que se sucedem como nunca antes neste País.
Assim, adotaram um discurso pseudo-reformista, no qual falam em mudanças, em “nova política”, em “cuidar de verdade dos interesses da sociedade, do povo”, mas só mesmo quem acredita em Coelho e Páscoa e Papai Noel pode crer nisso que dizem. Afinal, são as mesmas pessoas de sempre (algumas vezes representadas por atores jovens, como cara de “inovação”), muito provavelmente com os mesmo interesses de sempre.
Se querem mesmo mudar alguma coisa, por que, por exemplo, não derrubam a hipocrisia de que voto no Brasil é um “direito”, quando, todos sabemos, é uma obrigação ditatorial e quem não vota está sujeito a mais penalidades do que um condenado da Lava Jato, excetuando (por enquanto?) a cadeia.
Particularmente, sempre fui contra o voto obrigatório. Aliás, mais do que isso, sou favorável ao voto nulo, esta sim uma maneira que a Nação teria em 2018, de demonstrar sua indignação com a bandalheira na política. Mas...

Morticínio nas estradas, de novo.


Faltam educação, qualidade e fiscalização

Nos últimos dias, trágicos desastres tiraram a vida de dezenas de pessoas em estradas federais brasileiras. Num caso, um ônibus de turismo clandestino que despencou numa ribanceira, noutro uma carreta com pneus estragados e excesso de peso, que, descontrolada, atingiu um ônibus, envolvendo ainda duas ambulâncias, com um total de 22 mortos.
Em todos essas de centenas, quiçá milhares de outros casos nos últimos anos, em todo o País, ficam evidenciadas as causas principais: péssimas condições de estradas já defasadas, total falta de educação (e resultante irresponsabilidade) de motoristas e ausência de fiscalização efetiva, ao longo das rodovias. Até quando?

Enquanto eles se defendem...


No “resto” do País, o caos

Enquanto a “deputaiada” e governantes se viram para escapar da cadeia, dedicando toda a atenção do parlamento e do executivo à burlar o óbvio, o Brasil, além do brutal crime organizado terrestre, inclusive com o tal do novo cangaço, que explode bancos como se fossem bombas juninas em qualquer cidade do interior e nas capitais, tem agora um crescimento absurdo da pirataria, a original, pirataria marítima. Tanto na Bahia como no Rio e no litoral paulista, são incontáveis os casos de assaltos e embarcações.

Os coleguinhas seguem exagerando


Criaram agora o verbo “tar”

Dos mais simples  aos mais sofisticados noticiários de redes de TV abertas e fechadas, repórter e locutores mudaram o português.
Ninguém diz mais “está”, “estão” ou “estavam”, substituídos por “tá”, “tão”, “tavam”.
Aliás, para completar mais este comentário sobre a qualidade de alguns profissionais da mídia televisiva, registro o que disse um repórter sobre a quantidade de pessoas na Estação Rodoviária de Salvador, na antevéspera do São João, mostrando pessoas em pé: “Faltou banco para quem chegou antes do horário da partida dos ônibus.”
Ora, então seria melhor chegar DEPOIS da partida, porque, aí, sobrariam bancos. Rárá!

Para brasileiro ver

Na Inglaterra é bem diferente!

É outro mundo, sem dúvida. Vejamos: o governo inglês comprou, caro, cerca de 60 apartamentos em condomínio de luxo para doar aos sobreviventes do incêndio naquele edifício no qual moravam pessoas modestas.
Lá, com o pessoal tem vergonha na cara, o governo se sentiu culpado pela tragédia (fiscalização falha da obra). E reconheceu isso publicamente. Aqui, será que dariam um triplex?

Caladinho entrou, mudo saiu


Quanta discrição, senhor Maia!

Nunca se viu um presidente em exercício tão discreto (sic) como Rodrigo Maia. Em praticamente uma semana de “governo”, não disse um pio.
Hum!
      

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Desprezíveis, mesmo!


A epopéia russa de Michel Temer

Ao lado do ditador (e assassino confesso, basta consultar o Google e os arquivos dos documentários do Discovery Channel) russo Putin, o presidente “republicano” brasileiro Michel Temer, diz  que o Brasil tem “avançado” e que, na medida deste “avanço”, haveria “fatos desprezíveis” que atentam contra a sua postura magnânima de chefe da Nação.
Conversa para tolos alienados ou comparsas nem remunerados.

Na verdade, há, sim, fatos desprezíveis, lamacentos, aterrorizantes, mas protagonizados não só por Joesley Batista, mas por toda uma imensa gangue que tomou conta do Brasil nas últimas décadas, de Sarney a Temer, passando por FHC, Lula, Dilma etc. E tudo isso é resultado de coisas ainda mais antigas (para os inocentes que acreditam que não houve corrupção na ditadura militar, convém lembrar que, naqueles tempos tenebrosos, a imprensa era duramente censurada).
Que sigam, então, os defensores de Temer tentando iludir a população brasileira, diante do caos generalizado provocado por uma corrupção sem fim, que rouba, literalmente, o dinheiro dos hospitais públicos, das escolas públicas, da segurança pública, até mesmo a iluminação pública e de pavimentação e urbani9zação de favelas a que chamam de bairros, desde Salvador à Brasília. Ah, me batam um abacate!

O silêncio de Lula


Enquanto os militantes ladram, ele se cala

Militantes petistas resolveram abandonar a imagem (mentirosa) do Lulinha paz e amora e atacam, agora, jornalistas, ridicularizando-os e, pior, fazendo tremendo assédio moral em qualquer local público.
Também condeno aqueles que fazem o mesmo com os comparsas de Aécio, Renan e Temer, salvo, em ambos os casos, de os protestos forem civilizados, enchendo as ruas.
Mas enquanto a militância canina ladra, e tenta morder, o patriarca do PT permanece em silêncio comprometedor, esperando uma chance para voltar ao poder.
Pode até acontecer. Mas, aí, meus caros, será a prova inconteste daquilo que desconfio há tempos: esta joça de País não tem jeito. Pelo menos com esse tipo de político, de todas as cores.